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Transporte inadequado de medicamentos pode levar à morte

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A  integridade física do paciente também depende do transporte e armazenamento adequado dos medicamentos. Principalmente quando se refere aos medicamentos biológicos, uma vez que são produzidos a partir de células vivas e que em sua maioria devem ser mantidos entre 2º e 8º C impreterivelmente, para que não haja riscos ao paciente usuário e nem ao medicamento.

“Por isso, a qualificação térmica de embalagens e equipamentos é tão importante. Quando as características de temperatura não são levadas em consideração durante o transporte de uma vacina, por exemplo, corre-se o risco do frasco congelar aumentando a probabilidade de ocorrer trincas no vidro. Consequentemente, perde-se a esterilidade do produto, permitindo a entrada de microorganismos, como bactérias. O grande problema é que a injeção desse material contaminado no organismo pode causar septicemia e até a morte do paciente”, explica Liana Montemor, farmacêutica e gerente do laboratório de ensaios térmicos da Polar Técnica, empresa fabricante de elementos refrigerantes para produtos que requerem temperatura controlada.

O mesmo pode ocorrer com medicamentos à base de proteínas. A alta temperatura inativa a função da proteína fazendo com que o medicamento perca o efeito. Ou ainda, em casos mais graves, pode desenvolver uma terceira substância tóxica que não estava prevista na composição.

Atualmente, os medicamentos correspondem a 20% de tudo o que é transportado no País e devem atingir a marca de 25% até 2015. A previsão do setor sobre a movimentação das vendas globais para 2016 é de US$ 900 bi, sendo que 21%, ou US$ 130 bi, referem-se aos medicamentos biológicos. No entanto, apesar dos esforços e investimentos do Governo Federal com a criação do Cenadi (Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos) e nos programas de imunização, por exemplo, ainda é necessário que haja a regulamentação dos processos de qualificação térmica estabelecendo parâmetros reais de pesquisa para a indústria.

“A extensão territorial do Brasil, as condições das estradas e da malha aérea, o acesso aos locais remotos e o fato de sermos um país tropical sem estação do ano definida são desafios suficientes para o alinhamento perfeito da cadeia em todos os pontos de distribuição. Nesse sentido, o investimento em pesquisa e na embalagem correta é o que garante que o medicamento vai chegar com integridade ao consumidor final”, finaliza Liana.

Fonte: RS Press