A termografia aplicada aos equinos

A termografia aplicada aos equinos

Antes de falarmos sobre a termografia aplicada a equinos, é necessário entendermos resumidamente o que é a termografia. Basicamente é a conversão da radiação infravermelha emitidas pelos corpos que estão acima do zero absoluto (-273C) em imagem térmica. O único instrumento capaz de fazer esta conversão é o termovisor.

Ele detecta a radiação infravermelha, que está em ondas não visíveis a olho nu e as exibem de maneira que possa ser interpretada pelo sistema óptico do aparelho em seu display. Desta maneira, pode-se localizar tanto pontos de aquecimento como os frios de forma muito prática e rápida.

A termografia é também uma técnica não invasiva, ou seja, não é necessário contato com o objeto a ser medido. Ela é muito aplicada na manutenção elétrica e mecânica, por isso se enquadra na chamada manutenção preditiva, aquela em que consiste se descobrir o problema antes que ele se agrave.

Sendo assim, outras áreas de utilização foram sendo incorporadas com o passar dos anos e na veterinária, tem demonstrado ótimos resultados, pois permite prever lesões entre 30 e 60 dias antes de surgirem os primeiros sinais clínicos. Grande parte das lesões músculo-esqueléticas sofridas por equinos atletas e de trabalho têm caráter cumulativo. Inicia-se com uma micro lesão, imperceptível ou indolor, que pode se agravar com a repetição da atividade física. Como a maioria das estruturas que sofrem estresse nas atividades equestres está próxima da superfície corporal, já é possível detectar anomalias, visto que a pele do animal permite a transmissividade da diferença de temperaturas. Com isso, os custos de tratamento, o tempo que o animal tem de permanecer parado e o sofrimento é reduzido. Deste modo, a recuperação é mais rápida e os investimentos na recuperação diminuem.

Ou a temperatura aumenta, ou diminui dependendo da infecção. Dependendo da paleta utilizada, as diferenças de temperaturas, podem ser examinadas. Paletas são as cores a serem exibidas no display do instrumento, e podem ser escolhidas pelo usuário. Independente da paleta, geralmente cores mais claras, representam temperaturas mais quentes, e cores mais escuras, frias.

As modificações de temperatura de certas partes do organismo estão ligadas à irrigação sanguínea. Um tecido lesionado está mais irrigado do que um normal, pois o local esta inflamado.

Este aumento de fluxo sanguíneo ocorre, mesmo antes de aparecerem os sintomas. Sendo assim, em cavalos de grande valor, os exames termográficos são grandes indicadores para medida de prevenção. Estas checagens podem ser feitas antes e após as competições, ou periodicamente.

Antes de aplicar a termografia, o animal deve ficar exposto a temperatura ambiente do local do exame por cerca de 15 a 30 minutos, para reduzir interpretações errôneas das medidas a serem feitas.

Deve-se observar se existe diferença entre as cores das imagens (distribuição de temperatura) dos membros. Alterações de 2ºC em 25% da área observada é considerada possibilidade de caso patológico. Os tendões e articulações apresentam normalmente alterações de temperatura cerca de duas semanas antes de aparecer uma claudicação.

Problemas no dorso, abscessos do casco, sinovites, tendinites, lesões nervosas, musculares, atrofias musculares, são condições bem visíveis quando se utiliza a termografia como meio de diagnóstico.

O que pode-se identificar via termografia:

• Laminite e outros processos inflamatórios nos cascos; • Lesões músculo-esqueléticas antes de serem detectáveis por radiologia e de 30 a 60 dias antes de surgirem sinais clínicos; • Lesões músculo esqueléticas já estabelecidas e tumores não-profundos; • O estado da musculatura; • Revela se a sela do animal está prejudicando o seu rendimento. Adequação do Ferrageamento e Casqueamento.

O objetivo do uso na termografia veterinária é o de descobrir com antecedência possíveis problemas antes que estes se agravem.

Equinos de competição são caros e medidas tardias para solucionar lesões e infecções podem sair caro.

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