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Setor de serviços concentra mais de 75% dos empregos formais do Brasil

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Um dos principais responsáveis pelo crescimento econômico do Brasil, o setor de serviços concentra mais de 75% dos empregos formais no país e 68,5% do Produto Interno Bruto, segundo o IBGE.

Em termos de mundo, o indicador sobe: chega a 80% do PIB de países desenvolvidos. A área é tão imprescindível que nem mesmo as dificuldades financeiras dos últimos tempos sacudiram suas bases – a queda nas exportações brasileiras de serviços durante a crise, aliás, foi menor do que a de bens. Essa matriz econômica, tradicionalmente conhecida por setor terciário – termo em pouco uso atualmente – se traduz em amplitude: da manutenção da conta bancária ao ensino em sala de aula, tudo é prestação de serviço ora voltado às empresas, ora aos consumidores finais.

Por essa característica de abrangência, a categoria é uma área de muitas áreas. E, portanto, sinônimo de oportunidade. Mas nem sempre foi assim. Até meados do século XX, o setor era tido por improdutivo, servindo apenas como complemento à indústria. Foi somente com a intensificação da atividade industrial que os serviços passaram a ser vistos com outros olhos. Hoje, são eles que levam a melhor. Só em 2012, geraram mais de 1,2 milhão vagas no mercado de trabalho, e tudo indica que continuarão bem pelos próximos anos.

Chave para dar certo O caminho para o sucesso começa na informação. Conhecer a área, aquilo que ela oferece e aquilo que exige são rotas dessa jornada. O professor Flávio Nerva, coordenador do Pós-MBA em Gestão Estratégica em Serviços da Unisinos, dá o ponto de partida: “O ideal é trabalhar com o conceito de ‘relação de serviço’, ou seja, o grau das interações geradas pela cooperação dos atores da oferta e da demanda para a obtenção do resultado”. Essa relação pode estar presente em qualquer setor, sem entrar na dualidade com relação à indústria. “A economia de serviços vem crescendo no mundo inteiro e tornando-se um tema relevante e estratégico a ser aprofundado graças a seu potencial de diferenciação e potencialização nos negócios”, complementa Flávio.

Todo tipo de mercado Como os serviços estão presentes em todos os cenários, há espaço para o profissional atuar e interferir na realidade de qualquer local. Para Flávio, as atividades afins servem tanto como negócio quanto diferencial. Negócio para quem trabalha exclusivamente com a prestação delas. Diferencial para quem produz algum bem e oferece serviços complementares para se destacar entre os concorrentes. Vale lembrar, também, que a categoria não vive só. Quem quer conquistar e fidelizar clientes precisa mais do que expertise, tem de saber lidar com a propaganda. “O marketing pode contribuir tanto na elaboração da estratégia de divulgação da proposta de valor, quanto para a concepção de formas de experimentar, degustar o serviço, alinhando expectativas e diminuindo os riscos”, diz o professor.

Quer dizer que não basta ser a melhor manicure ou o melhor advogado, é preciso vender sua própria imagem. O profissional que souber como o fazer pode esperar bons frutos: segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a média salarial desse gênero de atividade chega a R$ 1.777,00, atrás apenas do valor oferecido pela indústria.

Fonte: Pense Empregos