Redução da emissão de gases poluentes

Redução da emissão de gases poluentes é caminho sem volta

A questão ambiental, definitivamente, ganhou mais relevância no século 21. A pressão para que as empresas reduzam a emissão de gases poluentes, por exemplo, cresce a cada dia. Os governos de diversos países firmam acordos se comprometendo com essa diminuição e com isso o cerco às empresas, especialmente às indústrias, fica cada vez mais apertado.

Essas medidas, no entanto, são necessárias para que o impacto negativo da industrialização no mundo seja amenizado. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade em São Paulo durante seis anos constatou que a poluição mata três vezes mais paulistas do que os acidentes de trânsito. Ainda de acordo com o estudo, aproximadamente 99 mil pessoas morreram desde 2008 em razão dos gases emitidos.

Estudos comprovam que a poluição causa não somente problemas respiratórios leves, mas está ligada ao câncer de pulmão, de bexiga, de mama e também de sangue, como leucemia ou linfoma.

A China, um dos países com o ar mais poluído do mundo, está tomando medidas para reduzir a emissão de gases. Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que aconteceu em janeiro na Suíça, o investidor e responsável pela reforma do sistema financeiro da China, Liu Mingkang, afirmou que o país deve crescer menos, inclusive com o objetivo de diminuir os impactos ambientais que tem sofrido. O PIB (Produto Interno Bruto) chinês que crescia a dois dígitos antes da crise financeira em 2008, fechou em 7,7% em 2013. A expectativa é que ele cresça 7%, anualmente, até 2020.

Portanto, a redução da emissão de gases poluentes é um caminho sem volta. Atualmente, a tecnologia auxilia as empresas na análise dos gases de combustão e no controle do quanto está sendo emitido na atmosfera. Existem equipamentos, cada vez mais utilizados pelas indústrias, que realizam a medição dos gases de escape, que não são utilizados no processo produtivo. Esse controle é essencial não apenas para atender as questões da pauta ambiental, mas também para garantir uma eficiência energética cada vez maior.