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Processo de produção do cimento gera emissões e pode diminuir biodiversidade

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Os procedimentos necessários à produção do cimento geram cerca de 5% das emissões mundiais de CO2.
Residências, praças, edifícios, estádios, enfim, qualquer tipo de construção conta com um material básico: o cimento. Mas você já se perguntou como se dá o seu processo de produção? Pois saiba que, de maneira geral, ele está longe de ser sustentável.
A fabricação de cimento não é simples. São diversas fases e, como existe mais de um tipo de cimento, a quantidade de alguns componentes pode mudar. Mas a base para todas as variedades tem dois materiais principais: calcário e a argila.

Ambos são extraídos da natureza. As pedras de calcário passam por um processo de quebra para ficarem menores. Em seguida, elas são misturadas com a argila em doses previamente estabelecidas e recebem alguns aditivos para que haja quantidades necessárias de alumínio e ferro na composição do cimento. Tudo deve ser muito bem misturado antes de ir ao forno, onde será formado o “clínquer”. Essa mistura pode receber água, que será posteriormente evaporada (via úmida), ou não (via seca), indo ao forno em forma de pó mesmo – no caso da segunda opção.
O clínquer é formado por bolas escuras que serão resfriadas e moídas. Após isso, quantidades de gesso, calcário, pozolana ou escória são adicionadas para definir qual tipo de cimento será fabricado e sua finalidade. Toda essa mistura será moída de modo conjunto até que os grãos atinjam o tamanho ideal para que o cimento possa ser ensacado e comercializado.

Problemas ambientais
As fábricas de cimento são consideradas grandes poluidoras, segundo estudos. Durante o processo de extração do calcário de pedreiras podem ocorrer desmoronamentos e erosões devido às vibrações produzidas no terreno ou pelo abandono de pedreiras já muito exploradas. Também são emitidos gases poluentes. Já a extração de argila em rios causa aprofundamento desses cursos d’água, diminuindo a quantidade de água nos leitos e atrapalhando os habitats ali existentes, o que diminui a biodiversidade da região.

Além de consumir 2% de toda a energia global, as cimenteiras também são responsáveis por 5% da emissão de dióxido de carbono (CO2) de todo o mundo (na produção de uma tonelada de clínquer, é produzido uma tonelada de CO2), contribuindo em grande parte para o aumento do efeito estufa, segundo estudo. Liberam também óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e compostos de chumbo, todos eles poluentes.
A previsão é que a produção de cimento dobre nos próximos 40 anos, o que faria com que essas empresas fossem responsáveis por até 20% do total de emissões de CO2 no mundo. Para evitar essa projeção, é necessário que o processo sofra alterações, já que dificilmente a demanda por cimento irá diminuir.

Algumas opções para amenizar os impactos da produção de cimento no meio ambiente são:

-Alterar as plantas fabris, de modo que houvesse captura do carbono emitido;
-Utilização da via seca no processo de produção, exigindo menor alimentação do forno;
-Reaproveitar resíduos industriais para alimentação do forno, ao invés de usar combustíveis fósseis;
-Substituir parcialmente, em construções, o cimento por outros materiais;
-Alterar a formulação do cimento para que sua produção libere menor quantidade de CO2.

Essas atitudes precisariam ser tomadas pelas produtoras. A escolha por modelos de cimento que se baseiem nessas práticas e a pressão sobre governo e empresas para que se regulamente uma legislação sustentável para o setor são métodos de tentar alterar o rumo atual.

Fonte:  eCycle