Monopólio no setor atrapalha desenvolvimento do mercado de gás natural

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Previsões oficiais dos Estados Unidos demonstram que o país pode se tornar autossuficiente em termos energéticos em 2030 e exportador de gás natural em 2020. Essa revolução na produção de gás norte-americana é tema de artigo do engenheiro de petróleo da SPE (Society of Petroleum Engineers) Rodrigo Rueda Terrazas, publicado no Valor Econômico.

Ao longo do artigo, o engenheiro discute a situação brasileira no setor, usando a reestruturação energética norte-americana como exemplo inicial. Segundo o autor do texto, o Brasil tem conquistado novamente a atenção das grandes operadoras estrangeiras para investimentos em exploração e produção de gás, inclusive pela possibilidade de exploração dos depósitos não convencionais, mas os resultados ainda estão aquém do esperado.

Nesse sentido, Terrazas chama a atenção para diferenças do mercado brasileiro em relação ao americano que dificultam o desenvolvimento por aqui. “Uma grande parte do sucesso da revolução do gás nos EUA se deu graças a três elementos críticos, os quais não existem no Brasil neste momento.

Primeiro, em termos logísticos, os EUA tinham um excesso de sondas de perfuração terrestres disponíveis, o que não ocorre no Brasil. Segundo, os Estados Unidos já contavam com um mercado aberto, altamente desenvolvido, com uma malha de distribuição e transporte de gás incrivelmente complexa e extensa. No Brasil, embora apresente crescimento constante e significativo, ainda é em grande parte monopolizada por poucas grandes empresas. E, diferente do que o marco regulatório permitiria, na prática este mercado não é capaz de ter um modelo realmente aberto/livre”, finalizou Terrazas.

Fonte: Mais Gasbrasil