Monitoramento de partículas é atividade indispensável

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As tecnologias de amostragem são usadas com o objetivo de assegurar a qualidade do produto ou o sucesso do processo que está sendo realizado.

O monitoramento de partículas em suspensão no ar é efetuado por todas as indústrias que utilizam salas limpas. O controle da quantidade de partículas em ambientes controlados é realizado em setores como indústria farmacêutica, hospitais e laboratórios de análises clínicas. Além da quantidade de partículas entra em consideração a quantidade de partículas viáveis que podem desenvolver alguma atividade microbiológica ou mesmo de caráter tóxico.

A indústria eletrônica também lança mão desta ferramenta. Neste segmento, o importante seria a quantidade de partículas nos ambientes sem entrar em considerações microbiológicas.
O monitoramento de partículas é utilizado principalmente para verificar se a sala em questão está em conformidade com a classificação para qual foi projetada. Todas as salas são projetadas para atender a uma determinada classificação, seja ela RDC 17, ISO ou outra recomendação normativa. As salas podem possuir uma quantidade de particulado em suspensão determinada, que varia de acordo com o grau de limpeza da sala.

Os ensaios podem ser realizados em três situações diferentes:
– As Built (como construído) – sala sem maquinários ou operadores;
– At Rest (em repouso) – sem nenhum operador na sala, porém com todos os equipamentos ligados e funcionando;
– In Operation – Operadores trabalhando e máquinas ligadas.

Os equipamentos mais usados para medição de quantidades de partículas são os contadores de partículas portáteis. A medição de quantidades de partículas é feita por contadores discretos de partículas que determinam não só a quantidade como o tamanho das partículas presentes.

Uma série de variáveis deverá ser levada em consideração para classificação de um novo ambiente. O primeiro passo seria conhecer detalhadamente o projeto, conhecer as classificações de cada sala, a recomendação normativa a ser seguida, certificar-se de que os ensaios preliminares já foram concluídos e verificar se a limpeza da sala foi executada. Munido dessas informações, o técnico pode programar o contador de partículas com as informações obtidas e começar o ensaio.

A execução de um  ensaio  de  contagem  de  partículas  para  classificação  de  uma  nova  instalação requer alguns passos indispensáveis. A saber:
– Primeiramente deve-se determinar qual a finalidade do ambiente e verificar se a classificação pretendida é compatível com a instalação existente;
– Inspeção física dos equipamentos, filtros e ventiladores para verificar a integridade dos filtros e operacionalidade dos equipamentos;
– Inspeção física do ambiente a ser avaliado, quanto à adequação construtiva, portas de acesso, antecâmaras, protocolos de utilização etc;
– Verificação dos dados de comissionamento da instalação quanto a sua adequação as características pretendidas conforme NBR 14644;
– Medição de partículas conforme procedimento da NBR 14644;
– Verificação dos dados obtidos comparados às tabelas de classificação da área limpa.
Fonte:
Boas práticas net