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Inmetro regulamenta tecnologia de LED para lâmpadas

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O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) publicou, em 25 de agosto de 2014, a Portaria 389, que regulamenta e determina especificações técnicas para todas as lâmpadas de LED vendidas no país.

A portaria dispõe sobre as condições técnicas, como requisitos mínimos de eficiência, vida útil, segurança, índice de cores, produtos cobertos pela regulamentação, entre outros critérios, isto é, os níveis de qualidade para praticamente todas as lâmpadas de LED, independentemente do modelo, formato ou tipo de soquete ou base.

Segundo o engenheiro do Inmetro, Alexandre Paes Leme, responsável pelo setor de Lâmpadas Fluorescentes e Compactas, o LED (Light Emitting Diode, em português Diodo Emissor de Luz) tem despertado o interesse das pessoas na hora de substituir lâmpadas, dados os benefícios oferecidos por esses produtos. Quando comparados a outros tipos de lâmpadas, economizam até 88% de energia elétrica, não aquecem o ambiente, duram até 70 vezes mais do que lâmpadas incandescentes e têm menor custo de manutenção.

Alexandre ressalta que dentre outras vantagens presentes nas lâmpadas LED está a preservação do meio ambiente e a eficiência energética. “Cerca de 98% dos materiais usados na composição das lâmpadas LED são recicláveis e não há metais pesados. As lâmpadas LED usam aproximadamente metade da potência da iluminação fluorescente, cerca de 6 watts de energia contra 14 watts de uma lâmpada fluorescente compacta (LFC).

Para completar a vida útil de em uma lâmpada de LED, é necessário cerca de 340 quilowatts-horas de eletricidade – LFCs com uma vida útil de 60.000 horas (seis lâmpadas) usariam cerca de 840 quilowatts-hora de eletricidade, segundo o site Product Dose, que comparou especificações de diferentes lâmpadas. No que diz respeito à eficiência energética, lâmpadas de LED são cerca de cinco vezes mais eficientes que a iluminação fluorescente, segundo o site MegaVolt, o que representa uma redução de até 70% nos custos de energia”, conclui.

A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação – Abilux está satisfeita com a regulamentação. O Brasil é um mercado de grande potencial neste segmento, o que atrai quem visa o lucro financeiro. O parque de iluminação brasileiro é da ordem de 550 milhões de lâmpadas anuais – entre residenciais, comerciais, industriais e iluminação pública.

“A eficiência energética é, cada vez mais, um tema em debate e uma necessidade para os tempos atuais e futuros, seja por questões ambientais ou econômicas”

São mais de 250 milhões de incandescentes, que migrarão para novas tecnologias. A expectativa da Abilux é que com a Portaria 389 é possível vislumbrar um futuro mais seguro e assertivo para o mercado e os produtos de LED, que só tendem a crescer, com melhor desempenho e menores custos, afirma o consultor de Luz e Energia da Abilux, Isac Roizenblatt.

A expectativa de Abilux já é sentida pelas empresas do segmento. O diretor de uma empresa ligada à indústria de iluminação, Gerson Teixeira, diz que com a portaria, ganha toda a cadeia produtiva: as indústrias concorrem em níveis de igualdade; comerciantes sentem a segurança de oferecer lâmpadas LED adequadas à legislação; e consumidores, têm a certeza de adquirir um produto de qualidade assegurada.

Para o diretor, a portaria foi bastante positiva, pois com o advento do LED a indústria de iluminação está passando por grandes transformações e é fundamental a criação de regras mínimas de segurança e eficiência destes novos equipamentos.

A criação do regulamento técnico da qualidade para lâmpadas de LED, por um lado, protege o consumidor com a garantia de que ele irá adquirir produtos que atendem requisitos mínimos de qualidade. Por outro lado estimula empresas sérias a investirem neste segmento, proporcionando um ambiente favorável para um maior desenvolvimento da indústria local.

Entretanto, os produtos LED ainda possuem alguns desafios a serem superados, como a dependência de componentes importados. “Já existe no Brasil empresas que fabricam luminárias com LED, mas ainda dependemos muito da importação de componentes. Porém a tendência é a mudança desse cenário e o surgimento de fábricas nacionais”, explica Isac Roizenblatt.

O Inmetro informa que após a publicação da portaria definitiva, fabricantes, importadores e o comércio, no entanto, terão diferentes prazos para se adequarem às novas regras, após os quais o Instituto iniciará o controle das importações e a fiscalização no comércio de todo o país. Os fornecedores de produtos não-conformes, após o prazo, estarão sujeito às penalidades previstas na Lei.

Fonte: Procel Info