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Gás natural: fonte energética das próximas décadas

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As fontes energéticas mais usadas pela indústria mundial serão em breve suplantadas pelo gás natural, existente em abundantes reservas através da extensão do planeta azul (América do Sul, Rússia, China, EUA).

Face ao seu inerente perigo aterrador, a energia nuclear será abandonada ou reduzida, avaliando-se o trágico desfecho da geradora nuclear japónica de Fukushima, varrida pelo forte sismo e pelo tsunami devastador. Sabe-se que o Japão imobilizou 23 das suas 24 geradoras nucleares. As geradoras elétricas a carvão são condenadas pelos ambientalistas como responsáveis pelo aquecimento da atmosfera planetária. São diminutas as contribuições doutras fontes energéticas (eólica, hidráulica, marítima e solar) pelo dispendioso investimento exigido na sua instalação e manutenção!

O carvão é fonte primária de energia nos países do Oriente, só a China tendo consumido 3,7 bilhões de toneladas desse combustível em 2010. Os EUA exportaram 97 milhões de toneladas de carvão em 2011, sendo 6 milhões de toneladas enviadas ao Extremo Oriente. Está em aceso debate a questão se os EUA devem ou não melhorar as infraestruturas portuárias da sua costa do Pacífico, para incrementar a exportação de carvão para o Oriente, contribuindo dessarte para o aumento do calor ambiental da atmosfera.

Países como a Rússia, a China e os Estados Unidos apostam no recurso à exploração do gás natural, usualmente encontrado já associado ao etano, metano e propano com valiosas aplicações.

O gás natural líquido (GNL) entra no fabrico de rações químicas e no fabrico de aditivos de gasolina. Dado o baixo custo de exploração, o recurso ao gás natural é recomendável preferivelmente às outras energias viradas para satisfazer a rápida electrificação dos lares de milhões de pessoas da classe média nos países em desenvolvimento na África, na Ásia, no Próximo e no Extremo Oriente. O preço de 1000 pés cúbicos de gás natural é oscilatório. Foi de US$6,80 em Fevereiro de 2007, mas baixou para US$2,46 em Fevereiro de 2012, pelo que os empresários arredam o pé nos seus investimentos á busca do gás natural.

As reservas do gás natural ora existentes, no país de Putin estimam-se em 45 triliões de m3, enquanto nos EUA contam-se em apenas 8,3 triliões de m3. Na Nova China, como grande potência industrial, recorre-se aos geradores eléctricos nucleares, solares, eólicos e a carvão para satisfazer as exigências da sua gigantesca máquina industrial, obrigando ao investimento anual de US$50 biliões.

Felizmente, os capitalistas e grandes industriais norte-americanos despertaram-se para a necessidade do recurso ao gás natural como a matéria-prima económica dos próximos tempos. Várias empresas petrolíferas e químicas dedicam-se à produção do gás natural. EXXO Mobil, grande empresa petrolífera, fundou e controla com substanciais investimentos, empresas produtoras de gás natural, dentro do próprio país e no estrangeiro (Qatar, Nova Guiné-Papua e Austrália).

A produção global norte-americana do gás natural está em franco crescimento desde 2005. De 18% de acréscimo notado em 2008, ela atingiu 28% em 2011. Já em 2035 prevê-se, segundo os peritos, que a produção do gás natural atinja 60% da produção norte-americana. Em 2010 esta exploração empregou 600.000 pessoas e em 2015 prevê-se que o valor da exploração de gás natural concorra com US$118 biliões para o PIB dos Estados unidos.

A exploração de gás natural norte-americana é sobretudo feita com a perfuração a grande profundidade da rocha de argila xistosa, com 33,33% na actualidade. Isto demanda um processo chamado de franking (fragmentação hidráulica) e do uso de um produto químico não divulgado. Calcula-se que os EUA tenha reservas de gás natural garantindo sua exploração económica por mais de 100 anos. O grande industrial e bilionário J. Boone Pickens lamentou que o seu projecto do aumento da frota de automóveis e autocarros fosse extensivo a 700.000 novos veículos a gás natural, libertando o país do consumo de produtos petrolíferos do estrangeiro, foi simplesmente rejeitado pelo Senado norte-americano.

Este apontamento surgiu após a recente reportagem da imprensa local de Alcobaça que a empresa canadiana Mohave Gas & Oil Corp está empenhada desde 1993 na exploração de gás natural com o dispêndio de US$100 milhões nos Concelhos de Torres Vedras, Porto de Mós e Alcobaça, com 30 sondagens feitas das quais 4 em São Vicente e uma em Évora de Alcobaça. Nas próximas semanas a dita empresa vai fazer um furo de grande profundidade na área urbana de Alcobaça, a 700 metros do Mosteiro de Alcobaça, buscando o gás natural e o petróleo em condições de exploração económica de vários anos numa estimativa de reservas de 5 a 6 milhões de m3 de gás natural.

O impacte da descoberta de gás natural e de petróleo em Alcobaça sobre a economia de Portugal será espectacular salvando o país de sua crise económico-financeira com a criação de empregos e de novas indústrias portuguesas. Será isso uma realidade? Será apenas um mito ou miragem?
Fonte: Abegás: Magazines – Fortune e Time / Domingos José Soares Rebelo