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Dengue: vacina não resolverá falta de conscientização

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Epidemias de dengue em várias regiões do país podem agilizar uso de novo medicamento, que segundo especialista, não é solução definitiva

Os surtos de dengue em todo o país podem adiantar o uso em massa de uma vacina contra a doença. No último dia 21, devido aos altos índices da dengue em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alkcmin, solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma autorização especial para o uso da vacina, que ainda está em fase de testes. Mas segundo especialistas e autoridades públicas em saúde, o medicamento não irá desobrigar a população a fazer a sua parte na prevenção contra a doença.

O médico infectologista do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Boaventura Braz de Queiroz, acredita que a vacinação reduzirá grande parte dos casos de dengue, mas explica que ainda sim as pessoas deverão continuar com os cuidados preventivos. “Até agora os métodos utilizados não têm demonstrado eficácia no combate a dengue, o melhor será a vacina. Mas de qualquer maneira é preciso uma mudança cultural no combate a doença, que é perigosa principalmente para crianças, idosos e portadores de doenças como diabetes, insuficiência renal e hipertensão”, destaca.

Tipos de vacina

Atualmente, as pesquisas para a vacina contra a dengue estão a cargo dos Institutos Butantan e Sanofi. O Butatan em São Paulo trabalha para desenvolver a primeira vacina mundial contra os quatro tipos de dengue. A informação é do diretor-substituto da instituição de pesquisa, Marcelo de Franco. Segundo ele, um diferencial do medicamento desenvolvido pelo instituto paulistano é que ele poderá ser ministrado em apenas uma dose. O início dos testes da terceira fase aguarda autorização da Anvisa.

Testes

Até agora, a vacina foi testada em 350 pessoas, sendo separados em dois grupos. O grupo A, com 50 pessoas que nunca haviam contraído a doença, e o grupo B com 250 pessoas que já tinham contraído dengue. A pesquisa, que começou em 2013, obteve sucesso até agora nas duas fases iniciais, na avaliação dos pesquisadores, sem nenhuma contra-indicação aguda e com índices de segurança entre 80% e 90%. “Estamos confiantes de que, em breve, com a vacina pronta, os casos vão cair consideravelmente”, diz Franco.

 

Grande maioria da população em Goiás não teme a doença

O ano de 2015 começou com um aumento de mais de 150% no número de casos de dengue em Goiânia. Ou seja, são mais de 22 mil casos com incidência de mais de 1.500 pessoas por cem mil habitantes.

Apesar do aumento dos índices da doença, a Superintendente de Vigilância e Saúde , Maria Cecília Brito, conta que por meio de pesquisas realizadas pela SES, apenas 11% da população teme a dengue. “O Estado está em alerta. Mas as pessoas sabem da dengue, porém muitas não têm medo dela”, afirma a superintendente.

Maria Cecília, porém, afirma que mesmo com a criação de uma vacina ou outro medicamento, os cuidados que a população deve ter são fundamentais. “A vacina não será uma solução definitiva. Ainda sim será fundamental a conscientização, o cuidado que cada um deve ter evitando focos para o mosquito se proliferar” alerta.

 

Homeopatia

Enquanto uma vacina não pode ser usada uma alternativa para o combate, ao menos dos sintomas da dengue, pode ser um medicamento homeopático desenvolvido em Goiás. A fórmula é de um medicamento a conta-gotas que fortalece o sistema imunológico e reduz a gravidade dos sintomas no organismo e a letalidade da doença, produzida atualmente pela farmácia do Hospital de Medicina Alternativa (HMA). O composto não tem efeitos colaterais, além disso, é distribuído gratuitamente pelo Estado.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Maria Cecília Brito, lembra porém que o medicamento não imuniza contra a dengue, apenas torna a pessoa mais resistente aos sintomas.

Fonte: Jornal O Hoje