Créditos de carbono facilitam

Créditos de carbono facilitam a redução de emissões de gases poluentes

A quantidade de gases emitida pelas indústrias e veículos de transporte na atmosfera contendo partículas de carbono é a principal causa do aquecimento global. A queima de combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural libera substâncias nocivas para o ambiente, como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). Elas colaboram para a intensificação dos efeitos do aquecimento global, que pode ser definido como a elevação da temperatura média do planeta.

As consequências do aquecimento global são catastróficas. O degelo é uma delas e a situação é mais complicada na região do Ártico, de acordo com cientistas. A camada de gelo desse oceano se tornou aproximadamente 40% mais fina e teve sua área reduzida em 15% nos últimos anos. Os picos mais altos do mundo também sentem o impacto do aquecimento. De acordo com alguns estudos, a camada de neve que cobre o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, pode desaparecer nas próximas décadas.

Para manter a temperatura do planeta estável e reduzir a emissão de gases do efeito estufa, os países criaram o protocolo de Kyoto, um tratado internacional com compromissos rigorosos para diminuir a emissão dos poluentes. Diversas nações assinaram o acordo, mas poucas medidas práticas foram tomadas para que as metas fossem cumpridas.

Nesse processo, foi criado o crédito de carbono, que possibilita aos países e empresas reduzirem suas emissões por meio de um sistema de compensação. Cada uma das nações possui uma porcentagem de redução que deve ser atingida. Depois de fazer o cálculo, basta estabelecer uma meta para cada empresa. Elas devem adotar medidas de eficiência energética para atingir suas metas ou comprar créditos de carbono. Cada um deles equivale a uma tonelada de dióxido de carbono. Deste modo, como não conseguiu cumprir a determinação estabelecida pelo governo, a empresa compra a “redução de gases” de terceiros como forma de compensação.

As empresas que quiserem vender créditos precisam colaborar para o desenvolvimento sustentável e contribuir com o meio ambiente, plantando árvores, por exemplo. A quantidade de CO2 retirada ou que não foi despejada na atmosfera pode ser convertida em créditos.

É importante que as empresas tenham formas eficientes de medir suas emissões para que não prejudiquem o meio ambiente e também para aumentarem sua eficiência energética, diminuindo os custos.