blog testo do brasil Controle das Vulnerabilidades e a FSMA – Food Safety Modernization ActC

Controle das ’Vulnerabilidades’ e a FSMA – Food Safety Modernization ActC

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Dentre as mais famosas siglas atualmente adotadas em Food Safety como FSSC, GFSI, BRC, PAS 220, Lean Manufacturing, FMEA, IFS, 6 Sigma, HACCP, ISO 22.000, mais uma bala na agulha surge na atualização do arsenal de busca de melhorias e proteção dos alimentos, cosméticos, embalagens, ambientes controlados  e serviços, como Logística e Controle de Pragas.
A lei, ou ‘Ato de Modernização’ do FDA, é forte reforma e incremento nos níveis de segurança dos alimentos, repercutindo já no mundo todo. Assinada em 04 de janeiro de 2011 por Barack Obama, tem focos em: garantia do abastecimento seguro e saúde pública, rastreabilidade, auditorias, Food Defense, registros de ações corretivas, gestão de crises, pleno plano HACCP, monitoramento eficaz dos processos, desenhos sanitários seguros, logísticas, proteção contra atentados …

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O centro de controle de doenças dos EUA (CDC) estimou nesse mesmo ano de 2011, cêrca de 128.000 casos de hospitalização e 3.000 óbitos relacionados a contaminações. Associou-se nesse desafio de redução de intercorrências alimentares, um fator cada vez mais importante na rotina
dos países alvos de ações políticas de sabotagem e terrorismo: o controle e monitoramento das vulnerabilidades decorrentes de maior número de processos, mais e mais pessoas atuando nas operações, complexidades crescentes com variáveis dos sistemas, e a possibilidade de ocorrências da chamada ‘Lei de Murphy’. A importância a ser dada aos pequenos detalhes é cada vez mais vital (e sempre foi!) no sucesso de um produto ou serviço bem feito, com credibilidade.
O FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) foi uma das bases para o HACCP e agora um derivativo dessa ferramenta aplicada a sistemas de defesa – o FMECA: Failure Modes, Effects and Criticality Analysis (um FMEA inicialmente focado – leia-se ‘EUA’ – à defesa aeroespacial e adaptado a detecção de fraude / sabotagem e biossegurança / bioterrorismo pelo FDA / FBI).

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Ficamos estatísticamente suceptíveis aos perigos e riscos quando deixamos de atuar em itens essenciais ou esquecemos de tratar causas fundamentais de erros / falhas recorrentes e não conformidades sinalizadas em toda cadeia de produção e logística, assim como serviços terceiros de Controle de Pragas e Manutenção.
Tais situações provêm não só de quaisquer fases de produção interna, como também advindas da somatória de etapas idem dos fornecedores assim como da distribuição logística pós fabril! A famosa expressão ‘Farm to Fork’ levada à minúcia. Um sistema de gestão completo, feito por equipes eficazes.
Inúmeros exemplos de empresas líderes em sucesso de produtos nacional e internacionalmente adotam exigentíssimos critérios Food Safety: Unilever, Coca Cola , Nestlé, Mondelez, Pepsico, Cargill, Hormel, Danone, Walmart, Diversey, Ajinomoto, Outback, Kerry, JBS, Smucker’s, Ecolab, Bimbo, entre dantas. E nos processos de homologação de parceiros fornecedores, não sóFood Defense tem sido requerido como item mandatório, como também os novos conceitos FSMA.
Conhecimento e experiência cada vez são mais determinantes na pesquisa do alimento seguro; do alimento inteligente sem vulnerabilidade em toda sua extensa linha de fabricação – das cadeias primárias iniciais e insumos; a obtencão do produto íntegro inócuo e saudável; até finalizar na distribuição / consumo e logística reversa. Microbiologia OK e isenção de riscos físicos/químicos. O FDA cita nos HACCP Guidelines: ‘A CCP decision tree is not a substitute for experts knowledge’.

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Essa avaliação das ameaças e vulnerabilidades tem origem de conceitos TVA (Theath and Vulnerability Assesment) que FDA / USDA usaram junto com metodologias de prevenção / peritagem / prospecção antecipada de possíveis acidentes, como o Carver Shock. Traduzindo as etapas dessa expressão:
Critically > Avalia a ‘medida dos impactos’ à saúde, o ataque ao ser humano ou animal.
Acessibility > Mede a ‘facilidade de acesso ao alvo’, o caminho de entrada para o dano, sequela da contaminação (ou terrorismo…).
Recuperability > Checa a ‘habilidade de recuperação’ do sistema, da cadeia de alimentação, embalagem, serviço.
Vulnerability > Prospecta as ‘vulnerabilidades existentes’, faz uma varredura bem além dos PCCs anteriormente apenas Físicos Químicos Biológicos.
Effect  > Estima as ‘perdas, prejuízos, injúrias e danos acometidos’ pela possível ocorrência do problema, do acidente (da contaminação / sabotagem…).
Recognizability > Estuda a ‘facilidade que se domina em reconhecer’ a rastreabilidade / traceabilidade da ocorrência, do fato a ocorrer ou ocorrido…

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O chamado ‘Ato de Modernização’ do FDA, face o grande investimento de milhões US$ dotado em 2011 pelo governo EUA ao Food and Drug Administration, repercute em crivos mais detalhados, num filtro de significância impressionante, atingindo requintes de filme policial. O congresso dos EUA dá um aporte de estratégia militar global, a ponto de missões conjuntas do FDA e FBI (Federal Bureau of Investigation) – em termos de Brasil por exemplo, reuniões abertas já ocorridas com eles ano passado em Brasilia, SP e RJ com apoio da ABIA envolvendo organizações FIFA e Olimpíadas.
Alinhadas com a visão internacional bastante difundida do sistema GFSI –Global Food Safety Initiative, seis principais ações do FSMA compreendem:
• Aplicação racional do HACCP para determinar os perigos na Segurança dos Alimentos e afins, prevenindo obsolescência dos sistemas
• Incremento de controles preventivos para etapas de processo com vistas a minimizar e prevenir (eliminar?) possibilidades de riscos
• Identificação e monitorização devidamente implementada dos procedimentos / protocolos para obter execução com consistência
• Verificação da efetividade das medidas aplicadas incluindo revalidações periódicas para atualização das aderências necessárias
• Registros eficaz dos esforços na correção dos problemas levantados e prospectados, assegurando a não recorrência
Como vemos, muito, muito trabalho a executar e provar e comprovar o Food Safety na redução não só antes de perigos e riscos, e agora vulnerabilidades…
A todos atuantes nos players de alimentos e áreas afins, pensem nisso e façam acontecer!
Prof. José Carlos Giordano – JCG Assessoria em Higiene e Qualidade
umbrellagmp@terra.com.br