testo Consumo de sódio no Brasil

Consumo de sódio no Brasil

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O estudo “Cenário do consumo de sódio no Brasil”, elaborado com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traz constatações relevantes, que merecem ser observadas com atenção pelas lideranças do País. Se levarmos em conta as recomendações das agências de saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aconselham um consumo diário de sal não superior a cinco gramas, a ingestão do nutriente pela população brasileira é realmente exagerada, o que pode impactar negativamente na saúde e no bem-estar do nosso povo. Por outro lado, nota-se que há diferenças regionais no consumo de sal.

A região Norte, por exemplo, apresentou, no período analisado pelo estudo (2008/2009), o maior nível de ingestão do nutriente, o correspondente a 13,8 gramas per capita. Já a região Sudeste registrou o menor consumo de sal por habitante (9,7 gramas). Também chama a atenção o fato de que a participação da indústria alimentícia neste consumo exagerado de sal é muito menos relevante que a contribuição das residências, quer através dos alimentos preparados, quer por meio da adição de sal. Esta maior contribuição das residências no consumo exagerado de sal fica bem evidente na região Norte, onde se registra a maior ingestão do nutriente no Brasil e a menor participação da indústria de alimentos nesse consumo. O mesmo se evidencia no Sudeste, região onde a participação industrial na ingestão de sal é a mais alta do País, mas representa apenas 30% do total ingerido.

A ingestão de sódio pelo consumidor nas classes de renda A, B, C, D e E apresentou variação de 25,2%, o que denota que o poder aquisitivo é um item de menor relevância entre os fatores responsáveis pelo alto consumo do nutriente, principalmente se comparado com o desvio registrado nas cinco regiões do País.

A classe A registrou a maior ingestão de sódio no Brasil, com consumo diário per capita de 5,04 g, seguida pela classe C (4,41 g), pela classe D (4,35 g), pela classe B (4,29 g) e, finalmente, pela classe E (4,02 g).

A participação da indústria da alimentação no consumo de sódio da população também foi maior na classe A, onde os produtos do setor foram responsáveis pela ingestão de 33,2% desses nutrientes consumidos no País.

A classe B registrou o segundo maior índice de responsabilidade dos alimentos processados pelo consumo de sódio, com 29,6% de participação, seguida pela classe C (22,9%), pela classe D (19,6%) e, por fim, pela classe E (17,2%).

 

Diante das constatações deste estudo, fica evidente a necessidade de uma campanha para a diminuição de sal ingerido pela população brasileira, a qual deve ser dirigida primordialmente ao consumidor, com grande enfoque na elaboração doméstica de alimentos. Obviamente, os esforços das indústrias alimentícias para diminuir os teores de sal de seus produtos também permanecerão sendo úteis para a mudança deste cenário.

Fonte: abia.org.br